O vereador agente federal Junior Féfin (União Brasil) prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (6) na Delegacia Seccional de Polícia de Marília, onde é investigado em inquérito instaurado pela Polícia Civil para apurar os fatos relacionados ao vídeo em que aparece sobre uma mulher, segurando-a com as pernas. O parlamentar chegou ao prédio antes das 9h, vestido de terno, e deixou o local às 11h33, sem fazer declarações aos jornalistas que o aguardavam no saguão.
A saída foi marcada pelo silêncio. Ao deixar a delegacia, Féfin não respondeu às perguntas da imprensa e seguiu pela calçada até o carro, com o qual deixou o local. Pouco antes, um advogado também havia saído do prédio e, questionado pelos jornalistas, informou que não poderia se manifestar porque o inquérito seguia sob sigilo.
Não há informações oficiais adicionais sobre o conteúdo do depoimento ou o andamento da investigação. Procurada, a Polícia Civil informou que não se manifestará sobre o caso, o que mantém sob reserva os detalhes da apuração e eventuais providências decorrentes das declarações prestadas pelo vereador.
Comissão Processante
Além da investigação policial, Féfin enfrenta uma Comissão Processante (CP) instaurada na Câmara Municipal de Marília para apurar eventual quebra de decoro parlamentar em razão do mesmo episódio. O procedimento administrativo-político entra em uma etapa decisiva na próxima segunda-feira (9), quando os vereadores deverão votar o parecer da relatora, Fabiana Camarinha (Podemos).
O Fala Cidade apurou que o posicionamento da relatora deverá ser pela continuidade das investigações contra o colega de Legislativo. Caso confirmado e aprovado pelo plenário, o entendimento permitirá o prosseguimento dos trabalhos da comissão, que ainda deverá aprofundar a análise dos fatos antes de uma conclusão sobre eventual responsabilidade parlamentar. Mesmo diante das duas frentes de apuração, Féfin permanece em atividade parlamentar.
A investigação da Polícia Civil e a Comissão Processante são procedimentos distintos, com naturezas e finalidades próprias: enquanto a primeira busca esclarecer os fatos sob a perspectiva criminal, a segunda examina possível infração político-administrativa relacionada ao exercício do mandato e ao decoro exigido de um representante público.
