Um homem e uma mulher foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico na noite de sexta-feira (30), em Gália, após denúncia de que um casal recém-chegado ao município estaria comercializando entorpecentes na região central.
A abordagem ocorreu por volta das 20h25, na Avenida São José, onde policiais militares localizaram 40 pedras de crack, com peso aproximado de 15,81 gramas, além de R$ 3.456 em dinheiro e um telefone celular.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Central de Policia Judiciária (CPJ) de Marília, a Polícia Militar recebeu informações de que o casal realizaria uma venda de drogas nas proximidades da Praça Pedro de Toledo. Com as características físicas dos suspeitos, os policiais intensificaram o patrulhamento e encontraram os dois na Avenida São José, na altura do número 538.
Durante a abordagem, nada de ilícito foi encontrado com o homem, de 28 anos, que trabalha como coletor. Já a mulher, de 31 anos, que trabalha como empregada doméstica, carregava uma bolsa e, conforme o registro policial, tentou se desvencilhar da fiscalização. Na vistoria, os policiais encontraram um recipiente plástico com as 40 pedras de crack, já fracionadas e embaladas para comercialização, além do dinheiro e de um celular.
Acusado assumiu crime
Ainda de acordo com o boletim, o homem assumiu a propriedade da droga e declarou que havia saído de sua cidade de origem para atuar no tráfico em Gália. Ele também afirmou que o dinheiro apreendido era proveniente da comercialização de entorpecentes.
A mulher, por sua vez, negou envolvimento com a atividade criminosa e disse desconhecer a presença da droga na bolsa, alegando que o homem teria colocado o entorpecente no local sem seu conhecimento. Diante da apreensão e das declarações, os dois receberam voz de prisão e foram encaminhados à CPJ de Marília.
A autoridade policial determinou a lavratura do flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos nos artigos 33 e 35 da Lei de Drogas (11.343/2006). A participação da mulher deverá ser esclarecida durante a investigação, uma vez que ela negou envolvimento, embora a droga e o dinheiro tenham sido encontrados em sua bolsa.
O entorpecente foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística de Marília. O celular e o dinheiro também foram apreendidos. A autoridade policial representou pela conversão das prisões em flagrante em preventivas, sob o argumento de garantia da ordem pública e risco de reiteração criminosa. Como a pena máxima prevista para o crime em análise supera quatro anos de reclusão, não houve arbitramento de fiança pela autoridade policial.
Após os procedimentos na CPJ, o homem deveria ser encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Álvaro de Carvalho, enquanto a mulher seria levada à Penitenciária Feminina de Pirajuí, condicionados à disponibilidade de vagas e à aceitação das unidades. Os dois permaneceriam à disposição da Justiça para audiência de custódia.

