A Câmara Municipal de Marília aprovou por unanimidade, na sessão ordinária desta terça-feira (3), a celebração de um convênio com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para permitir a atuação de policiais militares na sede do Legislativo por meio da atividade delegada.
A medida poderá garantir segurança armada nas dependências da Câmara, ampliando a participação da Polícia Militar na proteção do prédio e das pessoas que frequentam o local.
A proposta foi apresentada pelo vereador e policial civil Wellington Corredato, o Batata (PP), e recebeu o apoio do novo integrante da chamada bancada da bala no Legislativo, o soldado reformado da Polícia Militar José Carlos Albuquerque (Podemos).
Em seu quinto mandato, Albuquerque elogiou a iniciativa na tribuna, destacando a importância da medida para os policiais militares, mas aproveitou a discussão para criticar o baixo efetivo do policiamento em Marília.
Manifestação de Féfin
A sessão também foi marcada pela primeira manifestação pública do vereador e agente federal Junior Féfin (União Brasil) no plenário sobre a acusação de agressão contra a esposa, que motivou a abertura de uma Comissão Processante na Câmara na semana passada.
O parlamentar negou ter agredido a companheira e afirmou que a denúncia tem motivação política. A mulher chegou à sessão acompanhada do vereador, de mãos dadas com ele, e a reportagem do Fala Cidade a procurou posteriormente. Médica veterinária, ela confirmou integralmente a versão apresentada pelo marido na tribuna.
Outras aprovações
Além do convênio para a atividade delegada, os vereadores aprovaram projetos relacionados à criação de novos cargos para os museus e parques municipais, à regularização de débitos inscritos em dívida ativa por pessoas jurídicas e à implantação do Programa Lixo Zero nas escolas municipais.
Também passaram propostas para regularização de um loteamento, abertura de créditos adicionais ao orçamento municipal e instituição de uma nova política municipal de alfabetização.
Pedido de vista
Uma das propostas que acabou fora da pauta de deliberações foi a do vereador Marcos Custódio (PSDB), que pretende proibir a publicidade ao ar livre de apostas esportivas, conhecidas como bets. A retirada ocorreu a pedido do próprio autor, após solicitação de vista pelo prazo de 20 dias.
Com isso, o projeto deverá retornar ao plenário depois desse período, quando os vereadores poderão retomar a discussão sobre a restrição à divulgação desse tipo de atividade no município.
