A jovem Gabriela Oliveira, que viralizou nas redes sociais após publicar declarações desejando violência sexual contra filhas de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reapareceu na internet e publicou um novo pedido de perdão.
Em vídeo divulgado em uma nova conta pessoal, ela reconheceu que agiu de maneira imatura e irresponsável e afirmou estar arrependida. A manifestação ocorre depois de a jovem apagar seus perfis nas redes sociais e permanecer afastada da exposição pública provocada pela repercussão do caso.
“Venho pedir perdão através da minha fala, que foi totalmente imatura, totalmente irresponsável. Me sinto muito arrependida. Infelizmente, é com um erro que se aprende”, declarou Gabriela. Ela também atribuiu suas palavras ao calor da emoção e afirmou que falou sem pensar.
Durante o pronunciamento, disse estar sem celular e alertou que terceiros estariam utilizando seu número de telefone e uma fotografia sua para pedir dinheiro, debochar da situação e criar grupos de mensagens. Segundo ela, suas contas foram derrubadas e seu WhatsApp, banido.
Bebida alcoólica
Junto ao vídeo, Gabriela publicou um texto mais extenso no qual reconheceu a gravidade das declarações e afirmou que havia ingerido bebida alcoólica e estava emocionalmente revoltada quando fez a publicação original.
Ela, porém, ressaltou que essas circunstâncias não justificam o conteúdo divulgado. “Dizer que mulheres e crianças deveriam ser estupradas é algo grave, cruel e inaceitável”, escreveu, acrescentando que nenhuma discussão ou sentimento de revolta justifica defender ou desejar uma violência dessa natureza.

A jovem também pediu desculpas às mulheres, às crianças, às vítimas de violência sexual e às pessoas que se sentiram ofendidas ou feridas pelas palavras. No texto, afirmou ter 20 anos e reconheceu que precisa amadurecer e aprender a lidar de outra maneira com as próprias emoções. Disse ainda compreender que um pedido de desculpas não apaga o que foi dito e que as pessoas têm o direito de continuar indignadas com sua manifestação.
Entenda o caso
O episódio começou no domingo, após a eleição, quando Gabriela publicou um vídeo em que demonstrava indignação com a reeleição de Lula. Na gravação, dirigiu-se a pessoas que votaram no presidente e desejou que suas filhas fossem vítimas de estupro, utilizando expressões vulgares para descrever a violência sexual.
Em outra publicação, também desejou que as casas dos eleitores fossem roubadas e que outras coisas ruins acontecessem com eles. As declarações ganharam ampla repercussão nas redes sociais e provocaram indignação. A reação, no entanto, ultrapassou as críticas à manifestação.
Dezenas de pessoas chegaram a criar um grupo em um aplicativo de mensagens para combinar onde poderiam encontrar a jovem com a intenção de agredi-la. Após a repercussão, Gabriela apagou suas contas e deixou de aparecer publicamente até retornar com o novo perfil.
No texto divulgado com o novo vídeo, Gabriela afirmou que pretende demonstrar, por meio de suas atitudes futuras, que compreendeu a gravidade do que disse. “Nenhuma mulher e nenhuma criança merece sofrer violência sexual. Isso é inaceitável em qualquer circunstância”, concluiu.

