Uma idosa de 79 anos perdeu R$ 1.570,67 após ser enganada por uma mulher que se apresentou como funcionária de uma agência bancária no centro de Marília. O golpe aconteceu na manhã de 30 de outubro, no interior de uma unidade do Banco Mercantil, localizada na rua Nove de Julho. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil na segunda-feira (2), como estelionato contra pessoa idosa.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, Eurica Miyazato, procurou a agência para retirar seu benefício de aposentadoria. Durante o atendimento, foi abordada por uma mulher que afirmou trabalhar no banco e se ofereceu para ajudá-la na operação. A idosa entregou o cartão bancário à desconhecida e digitou a senha, conforme as orientações recebidas.
Na sequência, a suposta funcionária alegou que não havia dinheiro disponível para saque e orientou a aposentada a entrar na fila para tentar retirar o benefício diretamente no caixa interno, com o auxílio de um funcionário. Ao procurar atendimento, a vítima foi informada de que também não havia dinheiro disponível para a operação. Depois de retirar o cartão, contou o ocorrido ao gerente da agência.
Ao verificar a situação, o gerente constatou que o dinheiro havia sido sacado por outra pessoa. A movimentação resultou no prejuízo de R$ 1.570,67, retirados da conta em que a idosa recebe seu benefício previdenciário. Ainda segundo o registro policial, o responsável pela agência informou que a mulher que abordou a aposentada não fazia parte do quadro de funcionários do banco.
Descrição da acusada
Descrita como uma mulher de aproximadamente 25 anos, cerca de 1,70 metro de altura, pele parda e cabelos pretos, a suspeita não foi identificada até o registro da ocorrência. O caso foi encaminhado à área responsável pela investigação, que poderá utilizar o monitoramento do sistema bancário para tentar identificar a autora do golpe e esclarecer as circunstâncias do saque.
A ocorrência foi registrada como estelionato contra pessoa idosa, crime cuja legislação prevê agravamento da pena quando a fraude é praticada contra vítimas com mais de 70 anos ou pessoas incapazes. A investigação deverá apurar a participação da mulher e as circunstâncias em que os dados bancários e a senha da vítima foram utilizados.
