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Comerciários rejeitam abertura das lojas aos sábados até as 18h

Presidente Mário Herrera considera unilateral a iniciativa patronal e defende negociação prévia sobre jornada, salários e horários de funcionamento

Rodrigo Viudes por Rodrigo Viudes
06/11/2026
em Cidade
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A proposta do Sincomércio de ampliar até as 18h o funcionamento das lojas de Marília aos sábados abriu uma queda de braços entre representantes dos empresários e dos trabalhadores do comércio. O Sindicato dos Comerciários manifestou-se contrário à mudança e defendeu que a discussão sobre os horários seja mantida nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho, antes de qualquer alteração na legislação municipal.

A entidade representa mais de 15 mil comerciários e contesta a iniciativa do sindicato patronal de encaminhar à Câmara Municipal um pedido de alteração do artigo 51, inciso I, do Código de Posturas do Município. Para o presidente do Sindicato dos Comerciários, Mário Herrera, a solicitação antecipa uma decisão que deveria ser construída entre as duas categorias, dentro das negociações coletivas.

“A mudança, de forma unilateral, afeta toda a discussão da Convenção Coletiva”, afirmou Herrera. Segundo ele, representantes dos dois sindicatos estiveram reunidos na quarta-feira (5) para discutir questões como reajuste salarial, jornadas de trabalho de 42 e 40 horas, horários de funcionamento do comércio e cláusulas sociais e econômicas.

O sindicalista informou que já procurou a presidência da Câmara para pedir que o Legislativo aguarde o avanço das negociações entre patrões e empregados. “Posteriormente, quando chegarmos a uma solução sobre os horários, remeteremos aos nobres vereadores para que possam discutir, alterar e deliberar da melhor forma possível”, declarou.

Nova escala e manifestações

A divergência também envolve a discussão sobre a escala de trabalho 5×2, apontada no debate sobre a reorganização dos horários do comércio. Herrera avalia que o novo modelo não pode ser utilizado isoladamente como justificativa para ampliar o funcionamento das lojas. “Não podemos demonizar a nova escala, conquistada com muita luta e que valoriza o comerciário e sua família”, afirmou, defendendo que as diferentes possibilidades de jornada sejam negociadas coletivamente.

Herrera também afirmou que a entidade tem recebido manifestações de trabalhadores contrários à ampliação do expediente. “Estamos recebendo diversos telefonemas, mensagens de WhatsApp e manifestações nas redes sociais em que os comerciários estão se posicionando contrários e indignados com a possibilidade da mudança dos horários de sábado”, relatou.

Horários especiais

O Sindicato dos Comerciários argumenta ainda que Marília já dispõe de mecanismos para autorizar horários especiais de funcionamento, conforme o calendário comercial. Além dos dois primeiros sábados de cada mês, quando as lojas podem funcionar das 9h às 17h, há previsões específicas para períodos próximos a datas comemorativas, Black Friday e dezembro, quando o expediente também é ampliado.

Na avaliação de Herrera, esse conjunto de possibilidades demonstra que não há necessidade de uma mudança antecipada na legislação. “Já temos diversos dispositivos de funcionamento em horário especial. Precisamos respeitar o comerciário com trabalho e salário dignos”, ressaltou.

Patrões x empregados

A disputa coloca em lados opostos duas preocupações legítimas, mas com interesses distintos. De um lado, o Sincomércio defende maior flexibilidade para organizar escalas, atender consumidores e preservar a competitividade das lojas físicas diante do comércio eletrônico.

De outro, os comerciários temem que a ampliação do funcionamento aos sábados comprometa os benefícios esperados com a redução da jornada e a conquista de mais tempo de descanso.

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Rodrigo Viudes

Jornalista formado pela Universidade de Marília (Unimar). Atua desde 1994. Começou como repórter esportivo no Jornal da Manhã, de Marília (SP). Permaneceu na função até 2008, quando passou para a editoria de Cidades. Deixou o jornal em 2011. Em março de 2012, foi convidado para trabalhar no BOM DIA em Bauru (SP). Foi efetivado editor-executivo em julho do mesmo ano. Permaneceu na função até março de 2013. Assumiu como editor-chefe e passou a prestar serviços na mesma função no Diário de S. Paulo, em São Paulo. Neste período fundou a JMG Comunicação. Em junho do mesmo ano, passou a escrever para as revistas ‘D Marília’, de Marília. Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 participou da implantação do 'Jornal D Marília', de cuja redação desligou-se em março, encerrando um período de quase sete anos de serviços prestados à Editora D Marília. Foi assessor da Pastoral da Comunicação (Pascom) em Marília e atua como colaborador do jornal 'Folha de S. Paulo'. Entre maio de 2017 e julho de 2019, foi membro da bancada de entrevistadores do Programa Roda Marília, da TV Cidade Marília (canal 9). Foi presidente da Associação Cultural Banda Marcial "Cidade de Marília" e membro suplente do Conselho Municipal da Cultura e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico de Marília. Entre novembro e dezembro de 2020, atuou como repórter freelancer do jornal 'O DIA' de Marília. De setembro de 2020 a julho de 2021 foi repórter e comentarista político do Programa 'Fala Cidade' das rádios Clube FM/Itaipu FM de Marília. Desde janeiro de 2020 é produtor de conteúdos da ​GM Mídia, de Belo Horizonte (MG). Entre março de 2023 e de 2024 prestou serviços de comunicação à Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT) de Pompeia (SP). Entre julho de 2024 e setembro de 2026 foi repórter freelancer do portal Marília Notícia. Em janeiro de 2025 ingressou no curso de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), campus da Unesp em Marília. ​Desde outubro de 2026 atua como redator do site Fala Cidade.com de programa homônimo da Rádio Clube FM de Marília.

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