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Operação em Marília investiga esquema de falsificação de medicamentos contra o câncer

Um dos alvos foi ouvido e liberado; Justiça também determinou bloqueio de até R$ 15 milhões

Rodrigo Viudes por Rodrigo Viudes
05/11/2026
em Polícia
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A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília cumpriu dois mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (5), durante a segunda fase da Operação Laziosi, que investiga uma organização criminosa suspeita de falsificar medicamentos oncológicos e praticar lavagem de dinheiro.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a Polícia Civil. Em Marília, as diligências foram coordenadas pela DIG, sob o comando do delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio.

Um dos alvos da investigação na cidade foi abordado pelos policiais civis, conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e posteriormente liberado. Segundo as informações divulgadas, ele é suspeito de emprestar o próprio nome para atuar como intermediário, na condição de chamado ‘laranja’, na estrutura do esquema criminoso.

A ofensiva desta quinta-feira mobilizou equipes em seis municípios paulistas: Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e São Paulo. Ao todo, foram expedidos três mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão.

Além das medidas policiais, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados, de empresas relacionadas ao grupo e de pessoas que supostamente emprestavam seus nomes para movimentações financeiras. Também foi determinada a suspensão das atividades de sete empresas.

Medicamentos contra câncer

As investigações tiveram início em 2024, depois que o laboratório fabricante de um imunoterápico de alto custo, utilizado no tratamento de câncer, identificou a comercialização de uma unidade falsificada para um hospital de São Paulo. A venda teria sido realizada por uma distribuidora sediada em Araraquara.

Análises laboratoriais e perícia oficial confirmaram que o medicamento não continha o princípio ativo necessário para produzir o efeito terapêutico esperado.

A primeira fase da Operação Laziosi, deflagrada em novembro de 2024, apontou que a distribuidora atuava em conjunto com empresas sem estrutura operacional. Entre janeiro e novembro daquele ano, foram emitidas notas fiscais de saída do medicamento que ultrapassaram R$ 1,5 milhão, com destinatários em pelo menos sete estados brasileiros.

Mesmo depois da primeira ofensiva policial, o esquema teria continuado. Em abril de 2025, a mesma distribuidora vendeu nove unidades de outro medicamento oncológico falsificado a um hospital do interior paulista.

De acordo com o relato da instituição de saúde, uma das doses chegou a ser administrada em um paciente. As demais foram recolhidas pela empresa responsável pela comercialização e substituídas por frascos de um lote que apresentava características de carga roubada em Minas Gerais.

A nova etapa da operação busca interromper a comercialização de medicamentos que podem colocar em risco a vida de pacientes em tratamento contra o câncer, além de identificar e recuperar os recursos financeiros movimentados pela organização investigada.

O material apreendido nesta quinta-feira será submetido à análise para subsidiar a continuidade das investigações.

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Rodrigo Viudes

Rodrigo Viudes

Jornalista formado pela Universidade de Marília (Unimar). Atua desde 1994. Começou como repórter esportivo no Jornal da Manhã, de Marília (SP). Permaneceu na função até 2008, quando passou para a editoria de Cidades. Deixou o jornal em 2011. Em março de 2012, foi convidado para trabalhar no BOM DIA em Bauru (SP). Foi efetivado editor-executivo em julho do mesmo ano. Permaneceu na função até março de 2013. Assumiu como editor-chefe e passou a prestar serviços na mesma função no Diário de S. Paulo, em São Paulo. Neste período fundou a JMG Comunicação. Em junho do mesmo ano, passou a escrever para as revistas ‘D Marília’, de Marília. Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 participou da implantação do 'Jornal D Marília', de cuja redação desligou-se em março, encerrando um período de quase sete anos de serviços prestados à Editora D Marília. Foi assessor da Pastoral da Comunicação (Pascom) em Marília e atua como colaborador do jornal 'Folha de S. Paulo'. Entre maio de 2017 e julho de 2019, foi membro da bancada de entrevistadores do Programa Roda Marília, da TV Cidade Marília (canal 9). Foi presidente da Associação Cultural Banda Marcial "Cidade de Marília" e membro suplente do Conselho Municipal da Cultura e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico de Marília. Entre novembro e dezembro de 2020, atuou como repórter freelancer do jornal 'O DIA' de Marília. De setembro de 2020 a julho de 2021 foi repórter e comentarista político do Programa 'Fala Cidade' das rádios Clube FM/Itaipu FM de Marília. Desde janeiro de 2020 é produtor de conteúdos da ​GM Mídia, de Belo Horizonte (MG). Entre março de 2023 e de 2024 prestou serviços de comunicação à Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT) de Pompeia (SP). Entre julho de 2024 e setembro de 2026 foi repórter freelancer do portal Marília Notícia. Em janeiro de 2025 ingressou no curso de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), campus da Unesp em Marília. ​Desde outubro de 2026 atua como redator do site Fala Cidade.com de programa homônimo da Rádio Clube FM de Marília.

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