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Mãe denuncia ameaças e agressões contra alunos em escola estadual

Relato aponta intimidações por estudantes mais velhas, medo de frequentar as aulas e transferência de aluno; Secretaria diz que adotou medidas disciplinares

Rodrigo Viudes por Rodrigo Viudes
30/10/2026
em Cidade
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Uma mãe de aluna da Escola Estadual Professora Oracina de Moraes Rodine, em Marília, procurou o Fala Cidade para denunciar ameaças e episódios de violência envolvendo estudantes dentro da unidade. Ela, que preferiu não se identificar, relatou que a filha passou a ser intimidada por alunas mais velhas e que, em uma das situações, só não teria sido agredida fisicamente porque outros estudantes intervieram. “Está havendo muita ameaça e agressão aos alunos”, afirmou a ouvinte.

Segundo a mãe, ela chegou a conversar com a vice-diretora depois da primeira tentativa de agressão. “Só não bateram nela porque os outros alunos seguraram”, relatou. “Outras amigas ficaram com medo e foram embora. Eu havia feito uma cirurgia e não pude socorrer a minha filha”, contou.

Ainda conforme o relato, diante do risco de uma nova abordagem, a aluna foi levada à diretoria para permanecer protegida das colegas que a ameaçavam. Posteriormente, teria sido conduzida até o ônibus do transporte escolar, onde foi escondida para evitar que fosse encontrada pelas outras estudantes.

A ouvinte disse que o diretor informou, na ocasião, que chamaria os responsáveis pelos alunos envolvidos. Apesar disso, a preocupação com a segurança da filha e de outros estudantes permanece. “Em casa a gente não pode agredir nossas crianças porque a gente sofre as consequências com o Conselho Tutelar. E a gente educa nossos filhos para não agredir ninguém na escola”, desabafou. “E quando chega na escola nossos filhos já ameaçados e agredidos”, acrescentou.

A mãe afirmou que também procurou ouvir outras famílias e reuniu relatos que, segundo ela, indicam que o problema não estaria restrito à experiência de sua filha. Uma das mães teria contado que o filho chora de medo e pede para não frequentar as aulas. Nesse caso, a escola estaria retirando o estudante do convívio com os colegas apontados como agressores.

Outra família, de acordo com a ouvinte, decidiu transferir o filho para outra unidade de ensino diante das situações enfrentadas.  “A gente não está tendo segurança na escola”, afirmou a mãe.

Resposta da Educação

Procurada pelo Fala Cidade, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília, vinculada à Secretaria de Estado da Educação, informou que repudia todas as formas de violência dentro ou fora do ambiente escolar. Em nota, afirmou que, assim que tomou conhecimento do caso, a direção acolheu a aluna e realizou a escuta ativa dos envolvidos para apurar os fatos.

A Secretaria acrescentou que os responsáveis pelos estudantes foram convocados para receber informações e orientações sobre as medidas disciplinares adotadas. Informou também que os casos são acompanhados pelo Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) e que os estudantes recebem atendimento de um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas.

A URE declarou ainda que as ações preventivas na unidade serão intensificadas, com o objetivo de promover um ambiente seguro, acolhedor e adequado à aprendizagem. Por fim, reafirmou estar à disposição da comunidade escolar e o compromisso com a segurança e o respeito entre estudantes e profissionais.

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Rodrigo Viudes

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Jornalista formado pela Universidade de Marília (Unimar). Atua desde 1994. Começou como repórter esportivo no Jornal da Manhã, de Marília (SP). Permaneceu na função até 2008, quando passou para a editoria de Cidades. Deixou o jornal em 2011. Em março de 2012, foi convidado para trabalhar no BOM DIA em Bauru (SP). Foi efetivado editor-executivo em julho do mesmo ano. Permaneceu na função até março de 2013. Assumiu como editor-chefe e passou a prestar serviços na mesma função no Diário de S. Paulo, em São Paulo. Neste período fundou a JMG Comunicação. Em junho do mesmo ano, passou a escrever para as revistas ‘D Marília’, de Marília. Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 participou da implantação do 'Jornal D Marília', de cuja redação desligou-se em março, encerrando um período de quase sete anos de serviços prestados à Editora D Marília. Foi assessor da Pastoral da Comunicação (Pascom) em Marília e atua como colaborador do jornal 'Folha de S. Paulo'. Entre maio de 2017 e julho de 2019, foi membro da bancada de entrevistadores do Programa Roda Marília, da TV Cidade Marília (canal 9). Foi presidente da Associação Cultural Banda Marcial "Cidade de Marília" e membro suplente do Conselho Municipal da Cultura e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico de Marília. Entre novembro e dezembro de 2020, atuou como repórter freelancer do jornal 'O DIA' de Marília. De setembro de 2020 a julho de 2021 foi repórter e comentarista político do Programa 'Fala Cidade' das rádios Clube FM/Itaipu FM de Marília. Desde janeiro de 2020 é produtor de conteúdos da ​GM Mídia, de Belo Horizonte (MG). Entre março de 2023 e de 2024 prestou serviços de comunicação à Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT) de Pompeia (SP). Entre julho de 2024 e setembro de 2026 foi repórter freelancer do portal Marília Notícia. Em janeiro de 2025 ingressou no curso de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), campus da Unesp em Marília. ​Desde outubro de 2026 atua como redator do site Fala Cidade.com de programa homônimo da Rádio Clube FM de Marília.

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