A inclusão da Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística, localizada em uma área nobre da zona leste de Marília, em uma suposta lista de boicote motivado por divergências políticas levou o padre Renan Gimenes Takizawa a publicar uma nota de esclarecimento nas redes sociais da comunidade.
No documento dirigido aos paroquianos e fiéis, o religioso manifesta tristeza e indignação com a situação, nega ter utilizado a Igreja ou o altar para fazer política partidária e afirma que serão avaliadas medidas para proteger o nome e a dignidade da paróquia.
O episódio ocorre em meio à circulação de listas de boicote a empresas e profissionais por razões políticas, prática que também passou a atingir instituições religiosas e seus representantes. Em Marília, a inclusão da comunidade católica nesse tipo de relação levou o sacerdote a se manifestar publicamente, sobretudo para esclarecer sua posição diante dos fiéis e reafirmar o caráter religioso da instituição.
“Igreja não é campo de disputas políticas”
Na nota, Takizawa declara que sempre respeitou as diferentes opiniões e escolhas políticas das pessoas e sustenta que a missão da Igreja é anunciar Jesus Cristo, acolher, evangelizar e promover a união. “A Igreja é a casa de Deus, não um campo de disputas políticas”, afirma o padre, ao defender que as portas da instituição permaneçam abertas a todos, independentemente de suas convicções.

O religioso também lamenta que o nome da paróquia, construída, segundo ele, com amor, dedicação e sacrifício dos paroquianos, tenha sido envolvido na situação. Ao mesmo tempo, faz uma distinção entre o respeito à liberdade individual e a defesa da comunidade religiosa. “Respeitamos a liberdade de todos, mas também exigimos respeito à nossa Igreja, à nossa comunidade e à nossa missão religiosa”, declara.
A manifestação indica que a paróquia considera a possibilidade de adotar providências diante da repercussão. “Diante da gravidade dos fatos, informamos que serão avaliadas e tomadas as medidas cabíveis para proteger o bom nome e a dignidade de nossa Paróquia”, diz o documento. A nota, porém, não especifica quais medidas poderão ser adotadas nem identifica os responsáveis pela inclusão da instituição na lista.
Ao final, o padre pede serenidade e união aos fiéis e reafirma a importância da fé diante do episódio. “Podem tentar colocar o nome de nossa Igreja em uma lista de boicote, mas jamais poderão apagar a fé de um povo que ama Jesus Cristo”, escreve, encerrando a manifestação com um apelo para que a comunidade responda à situação com verdade, firmeza e paz.

