O primeiro suplente do vereador agente federal Junior Féfin (União Brasil), Fernandão do Guincho (União Brasil), afirmou que, caso venha a assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Marília, apoiará iniciativas do prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) que considerar benéficas para a cidade.
A declaração foi feita com exclusividade ao Fala Cidade em meio à repercussão do caso, que levou à apresentação de um pedido de abertura de Comissão Processante (CP) contra Féfin, oposicionista ao governo municipal, ocorrida na tarde desta terça-feira (20).
“É lamentável a cena que aconteceu. Não posso julgar ninguém. Eu acho que o Júnior Féfin vai ter o momento de defesa dele”, declarou Fernandão, que reconheceu a própria condição de interessado em um eventual desfecho político do caso. “Eu sou suspeito de falar alguma coisa, porque eu sou suplente”, afirmou.
Ao comentar sua posição política, Fernandão disse que não caminhou com nenhum prefeito durante a campanha e condicionou seu apoio à avaliação das medidas propostas pelo Executivo. “Tudo que o prefeito fizer que for bom para a nossa cidade, que for construtivo, que for para a melhoria da saúde, da infraestrutura, do asfalto, do saneamento, que chegar a população, Fernandão do Guincho está dentro”, declarou.
O suplente também afirmou não possuir vínculos funcionais com a Prefeitura. “Eu não tenho nenhum cargo em prefeitura, nenhum filho trabalhando em prefeitura”, disse, ao destacar sua posição diante da administração municipal.
Fernandão recebeu 795 votos nas eleições municipais de 2024 e é o primeiro suplente do União Brasil na disputa pela cadeira ocupada por Féfin. A eventual posse, porém, não é consequência automática da apresentação do pedido de CP nem de sua possível aprovação pelo plenário.
A substituição depende dos desdobramentos institucionais do caso e de uma decisão que leve ao afastamento ou à perda do mandato do titular, conforme o procedimento legal aplicável.
Entenda o caso
Féfin ganhou evidência após a publicação, na segunda-feira (19), de um vídeo em que aparece com as pernas sobre a namorada, que está deitada no chão. As imagens provocaram manifestações de entidades que representam as mulheres em Marília e mobilizaram o Comitê Municipal Intersetorial de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que protocolou um pedido de abertura de Comissão Processante contra o vereador.
A denúncia será encaminhada ao plenário da Câmara, que deverá decidir na sessão da próxima segunda-feira (26) se aceita ou rejeita a instauração do procedimento. Caso o pedido seja aceito, a apuração seguirá o rito previsto no Decreto-Lei nº 201/1967, que estabelece prazo de até 90 dias para a conclusão dos trabalhos e apresentação do relatório final.
A eventual abertura da comissão não representa, por si só, uma condenação ou a perda imediata do mandato. O procedimento deverá apurar os fatos e assegurar ao vereador o direito de defesa. Somente o avanço do processo, com as decisões cabíveis, poderá produzir consequências definitivas sobre sua permanência na Câmara.

